Könyv Degeneração Max Nordau

Degeneração

Szerző: Max Nordau
Nyelv: Portugál
Kötés: Puha kötésű
Elérhetőség: Várható készletfeltöltés
Küldés 16. 07. 2026
9 306 Ft
Um dos mais célebres ataques já escritos contra a arte moderna.Publicado originalmente no fim do séc...

Információk a könyvről

Szerző
Nyelv
Portugál
Kötés
Könyv - Puha kötésű
Kiadva
2026
oldal
470
EAN
9798186874201
Enbook ID
53211214
Súly
564
Méretek
152 x 229 x 30

Teljes leírás

Um dos mais célebres ataques já escritos contra a arte moderna.

Publicado originalmente no fim do século XIX, Degeneração, de Max Nordau, é uma das obras mais polêmicas, influentes e desconcertantes de seu tempo. Médico, crítico cultural e intelectual de grande projeção europeia, Nordau voltou seu olhar clínico para aquilo que via como os sintomas mórbidos da cultura moderna: o simbolismo, o decadentismo, o esteticismo, o culto a Wagner, o ibsenismo, Nietzsche, Zola, os pré-rafaelitas, os parnasianos, Baudelaire e muitos outros nomes que depois seriam incorporados ao cânone da modernidade.

Para Nordau, o espírito fin-de-siècle não era apenas uma moda literária ou artística. Era o sinal de uma crise nervosa coletiva, uma perturbação da sensibilidade, da moral e da inteligência europeias. A inquietação febril, o fascínio pelo artificial, o culto da doença, o misticismo, a egomania, a perversão estética, a dissolução das formas tradicionais e a exaltação do "novo" eram, para ele, manifestações de uma civilização fatigada.

Dividido em cinco livros - Fin-de-Siècle, Misticismo, Egomania, Realismo e O Século XX -, este volume percorre alguns dos principais movimentos culturais do século XIX e os submete a um diagnóstico implacável. Nordau lê a literatura, a música, a pintura e o teatro como sintomas: Baudelaire aparece como poeta da decomposição; Wagner, como expressão de um misticismo sensorial; Ibsen, como moralista contraditório; Nietzsche, como caso extremo de egomania filosófica; Zola e os naturalistas, como representantes de outra forma de patologia moderna.

Hoje, muitas das condenações de Nordau soam excessivas, injustas ou mesmo involuntariamente cômicas. Mas é justamente aí que reside parte da força histórica do livro. Degeneração é um ataque à modernidade artística. Mas é também um documento essencial para compreender o medo, o fascínio e a perplexidade que a arte moderna despertou em seus primeiros adversários.

Ao transformar os grandes nomes da cultura finissecular em "casos clínicos", Nordau produziu uma obra ao mesmo tempo reacionária, brilhante, obsessiva e reveladora. Seu livro permite observar, em estado quase puro, o choque entre uma sensibilidade oitocentista ainda presa à ordem, à clareza e à saúde moral, e as novas formas artísticas que preparavam o terreno para o século XX.

Esta edição oferece ao leitor brasileiro uma oportunidade rara de conhecer um dos textos centrais do debate cultural moderno: uma obra que, mesmo quando erra, ilumina; mesmo quando exagera, revela; e mesmo quando pretende diagnosticar a degeneração alheia, acaba expondo as ansiedades profundas de sua própria época.