A reflexăo presente nesse livro refere-se essencialmente a busca de resposta de como oferecer oportunidades de mobilidade social e conservaçăo de recursos naturais em espaços marcados por desigualdades históricas extremas. A garantia dessa mobilidade , segundo o autor, dá-se primeiramente pela alteraçăo de crenças e valores dispostos na matriz de oportunidades configuradas do espaço. Migrar de uma mentalidade utilitarista e centrada em variáveis estritamente econômicas para um modelo de interpretaçăo da realidade que traduza os reais níveis de privaçăo humana é o segundo passo necessário. A redistribuiçăo de renda năo seria nesse sentido, suficiente por si mesma de garantir tal mobilidade. Ofertar oportunidades de acesso aos mecanismos de poder no espaço deve também guiar a açăo Estatal, também permeada da lógica conservadora no combate a privaçăo humana. Utilizar o conceito de território para nortear açőes prescindindo do seu atributo que é o poder, parece deslocar tais açőes para o campo da operacionalizaçăo meramente. Verificar a evoluçăo dos níveis de poder por parte de um grupo social importa por ser esse atributo, o do poder, que efetivamente parece emancipar os sujeitos.