Escritos de Um Doidinho, relata a vida de um doidinho, aquele pitoresco "gente boa", que vagueia na esquina chamada vida. É possível prendê-lo num padrão margeador de um livro, limitá-lo? A linguagem, a falha, a fala, a escrita, o dito e redito aqui, não se fez com pudor, muito menos rigor técnico, apenas rigor ético, de uma ética de ser, sentir ainda que sem sentido. Esse Doidinho escreve a vida numa metafórica esquina, comprometido unicamente com a crua verdade, pulsante, dejetos de vida, real e imaginária, simbolizada numa ficção, não ficção, identificada, talvez, numa criativa loucura. Um Doidinho tem muito a nos ensinar na identificação que se repete. Um livro na esquina da vida com suas sensações, desajustes e angústias, mas sobretudo, esperança. Esse Doidinho é um pouquinho de cada um de nós. Esse Doidinho é vida.