«O metro abrandava. Olhou pela janela: Socorro, estava a chegar. Saiuna estaç?o seguinte, Rossio. Era Novembro. Os dias corriam chuvosos,ainda mornos. Aproveitou uma aberta e desceu a Rua dos Fanqueiros,alinhando o passo pelos beirais e toldos. A Baixa tinha o aspectopobre e caótico dos dias de chuva. Por momentos pensou apanhar oeléctrico 28 para subir até ? escola. Mas a chuva tinha parado, ovento húmido empurrava-a na direcç?o do rio. Virou para a Rua daConceiç?o e desistiu da ideia do eléctrico. Trepou o caminho molhadoem direcç?o ? Sé. Como é que dizia ontem o director?? Que isto n?o éum curso, que é um percurso. Olha que bom? é melhor n?o dizer isto aopai, sen?o lá me vem outra vez com a história do curso superior e dashabilitaç?es e mais a treta toda. Que chato. Ele n?o percebe mesmo que n?o quero nada disso.» O Ar.Co é uma escola de arte independente,fundada em 1973, que se dedica ? experimentaç?o, ? formaç?o e ?divulgaç?o das artes, "crafts" de autor e disciplinas da comunicaç?ovisual. Alguns testemunhos: «Entre Ar.Co e qualidade, a meu ver,existe uma relaç?o de quase sinonímia. Basta ver o seu programa deestudos, o elenco dos seus professores e o ?xito que t?m obtido os que foram seus alunos.» Ana Hatherly (artista plástica) «Uma formaç?oqualificada é um factor determinante de sucesso nas carreirasartísticas. O Ar.Co, além de ministrar uma formaç?o técnica bemestruturada e integrada no nosso tempo, proporciona um ambientecriativo, estimulante e interventivo, integrando-se activamente nomeio artístico nacional.» Fernando Calhau [1948-2002] (artistaplástico, ex-director do Instituto de Arte Contemporânea) «... tenhomuita pena de n?o ter sido aluno do Ar.Co...» Juli?o Sarmento (artista plástico)