Viajantes da Grécia, da Arábia, da Ásia Central e da China deixaram para trás registos escritos de inestimável valor. Estes relatos têm um imenso significado histórico, uma vez que os autores atuavam, em geral, de forma independente dos governantes locais indianos, tornando as suas narrativas consideravelmente mais objetivas do que as crónicas patrocinadas pela corte, que eram frequentemente propensas à lisonja real. As expedições de Alexandre, o Grande, possibilitaram os primeiros relatos gregos e romanos, nomeadamente a *Indica* de Megasthenes, que continua a ser um dos mais antigos e importantes registos estrangeiros sobre as estruturas sociais indianas e a geografia primitiva. Seguindo esta tradição, peregrinos chineses como Fa-Hien e Xuanzang documentaram meticulosamente as paisagens religiosas e as instituições de ensino da Índia antiga, destacando particularmente os modelos de universidades monásticas. Mais tarde, no período medieval, Al-Biruni apresentou uma análise científica rigorosa do conhecimento, da cosmologia e da cultura indianos. Ao mesmo tempo, o viajante marroquino Ibn Battuta descreveu em pormenor as complexas estruturas sociais e administrativas de Deli. Em conjunto, estas narrativas retratam a geografia, as instituições educativas e a vitalidade intelectual da Índia ao longo de várias épocas.